Um papo com um cara em uma 450cc no Brasil | Thales Vilardi

Fala galera do Show Radical, apresentamos a vocês uma nova série de entrevistas onde vamos abordar alguns dos grandes nomes e destaques do mundo das duas rodas no nosso país tanto na moto quanto na bike, onde ao melhor modo Show Radical eles irão contar suas histórias no esporte, suas fases e o momento atual da cena das duas rodas aqui no “Brasa”. Pra inaugurar o quadro vamos começar na categoria máxima do esporte em duas rodas a motor, com um cara que além de multi campeão nacional é muito querido dos fãs do esporte o grande Thales Vilardi #27 da equipe Subs27 Racing Husqvarna.

SR: Fala Thales, em primeiro lugar muito obrigado pela oportunidade de termos uma entrevista sua no Show Radical e seja bem vindo ao nosso site!
Thales: Obrigado Show Radical pelo convite, é sempre bom estar por aqui.

SR: Thales, como é ser um piloto profissional na fase atual do esporte no Brasil e pilotando uma 450cc a categoria máxima do Motocross?
Thales: Tem sido um ano bem difícil com esse cenário de crise no país, mas Graças a Deus, a minha equipe e meus patrocinadores eu faço o que mais amo e sou muito grato a isso. Hoje na categoria Mx1 o nível está muito alto, tanto os brasileiros quanto os estrangeiros estão acelerando muito e isso é bom para a nossa evolução. É preciso muita força de vontade e dedicação todos os dias para tentar andar na frente.

SR: Como foi sua transição da 250cc onde você sempre foi um dos favoritos, para a 450cc?
Thales: Eu não tive a transição que queria, estava muito bem no meu último ano de Mx2, mas como todos sabem tive duas lesões graves nos ombros e isso me atrapalhou muito. Mas acredito que esse ano de 2016 eu entrei mais forte, mesmo não tendo a pré temporada que eu queria, sei que posso acabar o ano bem, disputando na frente que eu sei que tenho potencial para isso.

SR: Das duas motos (250cc – 450cc) qual a sua preferida e por que?
Thales: São duas motos bem diferentes, esse é meu segundo ano com a 450, mas acredito que nossas pistas aqui favorecem mais o estilo de pilotagem das 250. A 450 é uma moto que desgasta bastante o corpo, você precisa estar muito bem fisicamente e ser bem técnico para andar rápido e seguro. E com a 250 você consegue ser mais agressivo, atacar mais nas pistas. Mas acho que prefiro a 450.

SR: No momento atual da economia nacional, dá pra sobreviver profissionalmente do Motocross no Brasil?
Thales: Como disse antes, tem sido um ano bem difícil, muitos patrocinadores “tiraram o pé “, o número de corridas caiu muito esse ano, e isso não é bom para o esporte. Mas graças aos meus patrocinadores estou vivendo do esporte, fazendo o que mais amo todos os dias.

SR: Qual sua pista preferida no circuito nacional?
Thales: Gosto muito da pista de Aracaju, uma pista pequena , mas muito arenosa, sempre me divirto muito quando corro lá.

SR: O que você acha sobre a participação dos pilotos estrangeiros nos campeonatos nacionais?
Thales: Eu acho que ajuda nossa evolução, eu disputei dois anos seguidos 2013-2014 o titulo da Mx2 do Brasileiro com um estrangeiro e acredito que evolui muito profissionalmente. Mas a nossa realidade do pais não é favorável, as equipes diminuíram, muitos pilotos brasileiros estão sem esquema, e os estrangeiros tomando o espaço de Brasileiros. Isso eu não concordo.

SR: Como é a vida do #27 nos intervalos de uma prova e outra?
Thales: Sempre que acabo uma etapa do brasileiro, ou outro campeonato, já penso na próxima prova, traço uma meta e sigo trabalhando, em busca de evolução, mais velocidade. Além da moto, gosto de pedalar, correr, fazer coisas que me divertem e me mantém preparado. Esse ano estou praticamente morando em Resende – RJ então tenho ficado pouco em casa, e quando estou em São Paulo, gosto de estar com a família e amigos sempre que posso.

SR: Já fazem dois anos que você subiu para a MX1 e agora com os novos regulamentos só pode correr nela, quais são os planos para os próximos anos e futuro do Thales no MX profissionalmente?
Thales: Com certeza é seguir na categoria, evoluir cada vez mais e voltar a disputar os títulos nacionais. Já tive algumas provas boas na Mx1 mas sei que posso mais e estou atrás disso.

SR: Para finalizar deixe sua palavra aí pra galera que curte o trabalho do Show Radical e seus agradecimentos as pessoas e empresas que te apoiam!
Thales: Gostaria de agradecer ao Show Radical pela entrevista, toda minha equipe Subs27 e nossos patrocinadores SUBS27 / HUSQVARNA / ASW / MULT REAL / PIRELLI / MOTUL / WLADAS / RSMX31 / NOFFING / DK ACADEMIA / SHOW RADICAL / ROCK PARTS / PV INDUSTRIES / MARCOS NEGRETTI / GOPRO, um agradecimento especial ao Leandro (Subs) e o Thiago ( Mult Real) que não me deixaram parar no começo do ano quando eu estava sem apoio, agradecer a minha familia , meus amigos e todos os fãs que me apoiam e me incentivam diariamente. Abraço galera!!!

Texto e Fotos: Tiago Lopes – Show Radical
Foto Capa: ASW Racing

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