Um papo com o assessor de competições da Kawasaki, Kaphê Sebbe

Com mais de 30 anos de experiência no Motocross e uma paixão enorme pela marca Kawasaki, Ricardo Kaphê Sebbe tem a importante função de assessor de competições do off-road na Kawasaki Motores do Brasil. O piloto, advogado e assessor de competição conta um pouco da sua história no Motocross, a paixão pelo esporte, a paixão pela marca e os planos e projetos para o time Kawasaki a curto e a longo prazo! Conheça um pouco mais sobre o Kaphê e seu trabalho no motocross com a Kawasaki.

– Quando foi o seu primeiro contato com as motocicletas de competição? 
Kaphê: Comecei a competir em 1.984, com 16 anos, usando uma DT 180cc.

– Quando usou pela primeira vez a marca Kawasaki, o que te fez ganhar tamanho carinho pela marca?
Kaphê: Em 1.999 eu corri uma etapa do Arena Cross em São José dos Campos com uma KX125cc, emprestada. Depois em 2.007 eu voltei a competir com as motocicletas da marca Kawasaki e até hoje tenho o privilegio de usá-las e acompanhar seu desenvolvimento.

– Em que momento da sua carreira no esporte você notou que podia fazer mais pelo nosso esporte?
Kaphê: Eu sempre tive um bom relacionamento com as pessoas envolvidas no nosso esporte, pilotos, Presidentes das Federações e membros da CBM. Quando o Marlon Olsen me procurou para ajudar a redigir o Estatuto da ABPMX, percebi que eu podia contribuir de alguma forma com o esporte. Posteriormente fui Presidente da ABPMX do Estado de São Paulo, quando na época existia o Campeonato Paulista de Motocross, pois sempre pensando em melhorar nosso esporte.

– Quando e como você tomou a frente na assessoria das competições dentro da fábrica Kawasaki?Kaphê: Em 2009 eu participava de um Campeonato organizado pela Extreme Racing, que possuía o patrocínio principal da Kawasaki. Neste Campeonato existia uma categoria Open para motocicletas da marca Kawasaki, com a cilindrada e a idade livres. Tive a felicidade naquela oportunidade, conquistar o título! Durante o campeonato eu conheci o Sr. Ricardo Suzuki – Diretor de Marketing da Kawasaki. No final daquele ano, agendei uma reunião com o Sr. Ricardo no escritório da Kawasaki em S.Paulo, quando na oportunidade apresentei um projeto com pedido de patrocínio para os pilotos Eduardo Lima na MX-2, Marcelo Lima na MX-1 e Eu na MX-3, para a temporada 2010.

Após a reunião, passados alguns dias, o Sr. Ricardo entrou em contato comigo e me informou que o projeto estava aprovado, mas a Kawasaki precisaria de alguém para supervisionar aquele investimento, quando então surgiu a proposta para eu assumir o cargo de Assessor de Competições Off-Road para a Kawasaki.
– Qual é a função do “Assessor de Competições Off-Road” na Kawasaki Brasil? 
Kaphê: Primeiramente minha função é filtrar a grande demanda de pedidos de patrocínios que recebemos principalmente ao final das temporadas. Após minha analise, só encaminho para a Diretoria os pedidos que eu realmente acho interessante para a Kawasaki. Após o aceite da Diretoria em contratar aquele piloto, avançamos nas negociações. Posteriormente acordado, eu elaboro e redigo os contratos entre as partes, KAWASAKI e PILOTO.

Tenho a função também de acompanhar e supervisionar nossos pilotos contratados durante toda a temporada em todas as Competições. Após as competições eu tenho obrigação de encaminhar um relatório completo para a Diretoria da Kawasaki, com todas as informações pertinentes.
capabalbi
– Se tratando de tamanha responsabilidade em defender a cor verde nas pistas de todo país, quais são os planos a curto e a longo prazo da Kawasaki para com as competições, pilotos e mercado Brasileiro?
Kaphê: A minha responsabilidade é enorme mesmo, pois estou representando uma montadora, meus atos devem ser cristalino sempre. Nossos planos à curto prazo, é o lançamento dos modelos 2017, agora em agosto.
Será um evento para todos os concessionários da marca, mídia especializada e com a presença de nossos pilotos patrocinados. Para a temporada 2017, temos a intenção de contratar mais um piloto para fazer companhia ao Lizotti na MX-2 e estávamos vendo a possibilidade de termos dois representantes na MX-JR com as novas KX100cc.

– Você acha que a marca está bem representada hoje, o que pode e deve ser feito para alavancar ainda mais essa grande marca mundial aqui no Brasil? 
Kaphê: Com relação aos nossos pilotos, eu acredito que estamos muito bem representados sim. Veja, temos o Balbi que dispensa apresentações, apesar da sua idade, ainda se mostra muito competitivo, pois acabou de vencer uma bateria do Arena Cross. Nesta temporada, vem com um novo projeto de participar da categoria MX-3 também. Mariana Balbi, é a melhor das mulheres em atividade em nosso País, tem condições de brigar pelo título na MX-3. Os irmãos Eduardo e Marcello Lima, estão na marca desde o nosso começo, conquistaram títulos importantes pela marca e fizeram a Kawasaki aparecer no cenário nacional, quando apresentaram a equipe EMG Racing em 2010, surpreendendo à todos com as KX´s. Nesta temporada os irmãos Lima estão na MX-1 e prometem uma ótima temporada. Lizott, nosso único representante na MX-2, sempre foi um piloto rápido, mas desde 2012 estava participando de Campeonato Estadual apenas. Acredito que em breve vai estar entre os primeiros, pois é dedicado e tem muito talento.

Além destes pilotos no motocross, temos ainda uma equipe de Rally, com os irmãos Moara e Ramon Sacillot.
Ambos possuem o compromisso de desenvolver ainda mais o modelo KLX450. São muito profissionais e possuem o comprometimento com a marca muito produtivo, pois conquistaram resultados excelentes durante as últimas temporadas.


– No seu ponto de vista, qual a importância do trabalho de um assessor em uma marca de um esporte tão competitivo como o nosso? 
Kaphê:  Entendo que uma equipe precisa de uma pessoa que seja o Chefe da Equipe (Team Manager), para acertar os patrocínios para a Equipe, organizar toda a estrutura e ser o responsável pelos resultados positivos ou negativos. Pois cabe ao Chefe de Equipe a responsabilidade da escolha de determinado acerto ou equipamento para a motocicleta. Mas a empresa que investe em uma equipe de competição, precisa ter um Assessor de Competições, mas uma pessoa que entenda do esporte e possa acompanhar de perto as competições, para dirimir se aquele investimento esta valendo à pena ou não. Também acredito que o relacionamento entre o fabricante e o Chefe de Equipe se desgasta muito durante uma difícil temporada como é o motocross. Acho que o Assessor de Competições consegue intermediar melhor os interesses entre as partes, para conquistarmos nossos objetivos.

– Pra finalizar deixe sua palavra para os fãs dos pilotos e motocicletas Kawasaki e suas expectativas para o futuro da marca nas competições no Brasil. 
Kaphê: Sou uma pessoa lisonjeada porque desde 2010 estou representando a Kawasaki Motores do Brasil nas competições Off Road. Meu relacionamento com os pilotos e chefes de Equipe é ótimo, estou aprendendo muito com eles e tenho certeza que de alguma maneira também contribuo para o sucesso deles. Aos fãs dos nossos pilotos e da marca Kawasaki, só tenho à agradecer também, pois vcs são o nosso termômetro, pois a cada dia vejo mais Kawasaki nas pistas!

Obrigado à todos.

Ricardo “KAPHÊ” Sebbe

Assessor de Competições

Kawasaki Motores do Brasil Ltda.

Texto e Fotos: Tiago Lopes – Show Radical