Entrevistamos Mariana Balbi o maior nome na história do MX Feminino no Brasil

Falamos com ela a mulher mais radical do Brasil, nascida em uma família de campeões, Mariana fez jus ao sobrenome e se destacou nas maiores provas do mundo… Conheçam um pouco mais da bela Mariana Balbi.

SR: Mari é uma honra para o Show Radical um papo com você publicado aqui em nosso site. Você se lembra o primeiro dia em que seu pai lhe falou, Mari esse fim de semana você vai correr? Como foi isso? Como a família, mãe, irmãos, etc, receberam a notícia e principalmente você como mulher, aliás, menina (risos), como foi receber a notícia e se preparar para isso?
Mari: Foi bem natural. Na verdade comecei no BMX, meu irmão e minha irmã já corriam e meu pai me colocou bem novinha para correr de bicicross, na verdade nem lembro da minha primeira corrida no BMX (risos), cheguei a ficar em segundo lugar no mundial em Salvador. E foi quando meu irmão começou a correr de MX  logo veio meu interesse pela moto também, pedi uma moto de natal (risos). Meu pai achou o máximo e ficou muito empolgado quando viu que eu queria andar de moto também. Minha mãe ficou com um pouco de receio no inicio mas depois foi se acostumando. Devo muito aos meus pais por sempre me apoiarem e me incentivarem a lutar pelos meus sonhos.

SR: E daí para frente como ficou sua vida, o que mudou, o que você deixou para trás para se tornar uma piloto profissional de motocross?
Mari: A minha vida sempre foi bastante diferente das minhas amigas a gente tem que abrir mão de algumas coisas, principalmente durante a temporada. Mas me sinto abençoada por trabalhar com o que eu amo e ao lado da minha familia.

SR: O que eu gostaria de entender é como uma mulher se sente ao pilotar uma moto de motocross, saltar rampas gigantes e até mesmo dominar uma moto de 450cc. Como é isso o que vem de dentro pra fora como mulher piloto?
Mari: Me sinto realizada. Quando comecei a andar de moto não tinha outras meninas correndo era a única no meio dos meninos, sofri muito preconceito, muitas pessoas não acreditavam que eu ia me tornar profissional duvidavam da minha capacidade por ser mulher. Hoje tenho muito orgulho de poder dizer que sou a única mulher no mundo a me classificar e pontuar em uma etapa do mundial na categoria principal que é a MX1.

SR: Quando foi sua primeira vitória em uma prova de motocross no Brasil, e qual seu melhor resultado no WMA?
Mari: Minha primeira vitoria no brasileiro foi em 2009 onde ganhei a etapa de Canelinha posso dizer que foi uma das melhores corridas de toda a minha vida. No WMA  considero meu melhor resultado a final do campeonato em  Lake Elsinore em 2012, terminei a corrida em segundo lugar ganhando das campeãs norte americanas Asheley Fiolek e Jessica Patterson perdi apenas para a campeã mundial na época Chiara Fontanesi.
SR: Todos sabemos que mulheres tem temperamento e dias difíceis que nós homens não temos, como isso age no caso de uma piloto de motocross, ajuda ou prejudica nos treinos e competições?
Mari:  Com certeza não e fácil e pode até prejudicar. Mas com tantos anos no esporte aprendi a lidar com esse tipo de situação então não sofro tanto.
SR: Na sua opinião qual a maior diferença do MX nacional para o internacional?
Mari: Acho que o investimento em pilotos e pistas mais técnicas. O Brasil precisa investir mais nos nossos pilotos os Brasileiros e nas categorias de base pois com essa cultura de importação de pilotos daqui algum tempo não ira haver espaço para que apareçam novos destaques brasileiros.

SR: O que você tem a dizer sobre a Copa Minas Gerais de Motocross?
Mari:  Foi um evento que adorei ter participado. Nosso estado sempre foi muito forte no MX e há algum tempo estava deixando a desejar. A copa minas gerais trouxe de volta o MX para MG. Foi um evento muito organizado com pistas técnicas e seguras. Pretendo participar do evento novamente esse ano.

SR: Vem aí uma nova “safra” de pilotos femininas o que a Mariana Balbi tem a dizer para elas com toda sua experiência e por ser praticamente a mulher mais rápida da história do MX nacional?
Mari: Para que sejam persistentes, porque e um esporte difícil, que muitas vezes exige sacrifícios e nunca desistam de correr atrás de seus sonhos!

SR: Aproveite nosso site para passar uma mensagem da Mari para nossos internautas e para os seus fãs, parceiros e patrocinadores.
Mari: Agradeço a Deus todos os dias por ser abençoada fazendo o que eu amo que é o motocross ao lado da minha família. Gostaria de agradecer a todos meus patrocinadores: Pro-Tork, Kawasaki, Mobil, Allsing, Ingá a minha família e a todos que torcem por mim fora e dentro das pistas!

Ficha e Bate Roda:
Nome: Mariana Napoles Balbi
Idade: 27
Modalidade: MX
Moto: Kawasaki
Cidade: Belo Horizonte
Sonho: Ser campeã Brasileira na MX3
Música: Todas depende do momento!
Comida: Churrasco
Viagem: Primeira vez que fui para EUA em 2006 e férias no Hawaii em 2010!
Corrida: Brasileiro em Canelinha 2009
Ídolo: Meu irmão, ele é meu exemplo diário de força de vontade e determinação!

Para os fãs da atleta podem seguir suas provas, resultados, fotos e vídeos através de sua fanpage no facebook:
https://www.facebook.com/MarianaBalbi81