Conheça a história completa de Cassios Racing

Cássio Marques, empresário de sucesso que inovará no Campeonato Mineiro de Motocross 2017.

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Cássio Marques o “Cassinho” assumindo a diretoria de Motocross na FMEMG – Foto: Angelo Savastano 

Todos vocês que acompanham o Show Radical tem duas coisas em comum com o profissional entrevistado nessa matéria: o envolvimento com o esporte e a paixão pelo mundo das duas rodas. Cássio Antônio Marques da Silva, mais conhecido como Cassinho, é um dos maiores dirigentes do motocross nacional atualmente. O também Presidente do Moto Clube Cassios Racing, Diretor de Motocross da FMEMG – Federação de Motociclismo do Estado de Minas Gerais, e idealizador da Copa Minas Gerais conversou com a nossa jornalista, Giovanna Soares sobre diversos assuntos, como por exemplo o Campeonato Mineiro de Motocross 2017.

O sucesso deste profissional sério, exemplar, ousado e com muita credibilidade no mercado foi construído ao longo dos anos, por diversas fases, sempre em evolução. Tudo começou com o perfil de motorista esforçado, que se tornou um fã de motocross apaixonado, resolveu pilotar mas não se satisfez com as condições oferecidas, que até então decidiu embarcar no mundo dos negócios e se tornou um empresário conceituado e respeitado.

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Cassinho, na época em que competia, dando o trato final com suas próprias mãos na pista antes de acelerar

Mineiro, 39 anos, é natural de Ribeirão do Eixo, Zona Rural de Itabirito, onde mora até hoje e tem orgulho disso, além de se sentir abençoado e privilegiado por poder curtir a natureza de perto.

“Sou uma pessoa do bem, tranquilo, mas muito decidido, pois quando sismo em fazer algo eu vou lá e faço. Tenho um estilo de vida privilegiado por poder trabalhar com o que eu amo, e isso para mim não tem preço. Viver onde eu amo, poder aproveitar minha família, curtir meus filhos, é a melhor maneira de se viver ao meu ponto de vista”.

Cássio Marques foi caminhoneiro por anos, transportava minério de ferro nas rodovias  de Minas Gerais. Foi em um dos trajetos de trabalho, que algo passou a lhe chamar a atenção na BR040.

“Quando comecei a gostar de MX eu parava a carreta na estrada para ver o Jorge Balbi Junior treinar nas pistas, e aquilo foi me despertando o sonho de um dia fazer uma pista para aquele piloto andar. Ele era meu maior ídolo no esporte, e sempre será”.

Após começar a acompanhar cada vez mais os seus treinos, os dois foram se aproximando e criaram um forte elo de amizade, e hoje são bem próximos.
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Desde a época da Copa amadora Cassios Racing, tudo já era expressivo, o nível dos pilotos, da qualidade da pista e principalmente do público!

“Em pouco tempo eu consegui abandonar minha carreira de motorista e arriscar tudo no motocross. Foi em 2010 que parei com tudo e criei a Copa Cassios Racing. Com isto, devido a minha seriedade em fazer bem feito, em pouco tempo o meu ídolo já estava participando em minhas corridas e treinando na minha pista”.

Um dos grandes diferenciais desse profissional é que ele vive intensamente o motocross e faz as coisas acontecerem sempre valorizando os seus princípios e seguindo o seu propósito:

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Cassio pilotando pela última vez no ano de 2011, quando foi campeão Mineiro de Motocross.

“Já tem quase 20 anos que estou envolvido no cenário do motocross, e nesse período já vi muitas coisas boas e negativas que serviram de aprendizado para minha carreira. Quando eu competia, sendo que parei em 2011, eu observava como as coisas eram conduzidas pelos organizadores de corridas e dirigentes de entidades. Com essa observação eu senti a necessidade de fazer algo diferente e resolvi tentar, pois da mesma maneira que eu queria algo e não encontrava, outros pilotos também gostariam”.

O principal objetivo do Cassinho continua sendo fazer os eventos ao ponto de movimentar e fomentar o meio em geral, incluindo lojas, oficinas, escolas de pilotagem, pistas de treinos e outros.

“Tenho a convicção que a minha receita é a certa. Ninguém vai me fazer mudar o rumo, custe o que custar a minha receita vai dar certo”.

Cassinho ressaltou que o Balbi foi muito importante na sua carreira, e sua família tem grande responsabilidade por hoje ele estar no mercado com tanta credibilidade ao ponto de servir de referência para outros promotores.

“Ele e sua família, foram pessoas que me motivaram muito para que eu pudesse entrar nesse meio, que hoje não penso em sair de forma alguma. Quero levar ao extremo, fazer da melhor maneira possível e sempre realçando os três pilares que considero fundamental: seriedade, respeito e profissionalismo. Hoje somos grandes amigos e sou muito grato ao Balbi por todas as dicas e o apoio que sempre me deu”.

O piloto também diz que é grato ao amigo Cássio por ele sempre ter lhe incentivado dentro da pista, e afirma que também é um fã, tanto no pessoal quanto no profissional.

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“Ele sempre torceu muito por mim, me assistia nos treinos, acompanhava provas, e o que pude fazer para retribuir foi incentivá-lo como organizador, promotor de corridas. Nos momentos que tive oportunidade fiz questão de apresentar a ele pessoas chaves do meio, sempre exaltando o seu trabalho e dizendo a elas o quanto era um cara sério, não porque somos amigos, mas sim porque eu sempre acompanhei de perto e via como era feito.  Ele se diferencia por ser apaixonado pelo que faz, e isso é algo que faz a diferença, pois nós pilotos gostaríamos muito que tivesse cada vez mais pessoas envolvidas que são apaixonados pelo esporte como o Cassinho é, tanto no âmbito da organização, como da supervisão, e outras direções de fabricantes “.

Todos sabem que o Balbi é alucinado pelo motocross, entende do esporte e pode afirmar com seriedade que o amigo se dedica ao extremo na organização dos eventos.

“Ele nunca quis economizar na parte financeira para segurança dos pilotos e para construção de pistas, sempre tentou valorizar pilotos e as equipes com premiações diferenciadas que se encaixam nas mais altas pagas no Brasil até hoje. O Cassinho é um cara que procurou evoluir, e por isso cresceu ao ponto de chegar no patamar que está. Ele foi para os Estados Unidos com verba própria para aprender e estudar como o motocross era realizado lá, e assim trazer dicas para a nossa realidade o permitindo sempre se reinventar”.
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Ao lado dos irmãos Stewart nos EUA, família ícone do Motocross mundial, os quais Cassinho é fã incontestável.

Balbi acredita que o Cassinho é hoje o maior responsável por ter feito o motocross em Minas Gerais voltar, pois ele e sua equipe da Copa fez um evento de nível nacional com os melhores pilotos do Brasil competindo.

“Sempre foi fantástico estar nas corridas dele. Quando eu vencia uma prova no domingo, na segunda feira cedo eu já estava dando entrevistas para diversos programas em uma das maiores emissoras que é a Rede Globo, e isso não tem preço. Se hoje em Minas Gerais tenho um nome muito forte, o Cassinho com certeza é dos grandes responsáveis por isso. Conhecê-lo me faz mais feliz pois acompanhei o seu crescimento, desde quando era o meu fã e hoje eu que sou fã do seu trabalho, principalmente por conseguir ser uma das pessoas mais importantes do motocross no âmbito da organização”.

Como muitos pilotos dizem, o piloto experiente que é o Balbi destaca que quando pessoas como o Cassinho consegue crescer profissionalmente, ter sucesso dentro do que faz, quem mais ganha é o esporte.

“Todos os envolvidos, os fãs, os pilotos, os patrocinadores e a indústria, todos lucram com isso.  Eu fico feliz duas vezes, uma por estar no meio, ser chefe de equipe, piloto. E também por ser amigo pessoal desse cara trabalhador, que desejo toda sorte do mundo e tenho a certeza que vamos continuar nos encontrando tanto nas pistas quanto fora delas, sempre pensando como podemos evoluir para fazer um motocross melhor para todo o mundo”.

Um profissional que visa oportunidades e procura explorá-las na hora certa e da melhor maneira se destaca também ao projetar pistas. O Cássio começou a se interessar pelo mundo da duas rodas aos 22 anos de idade, e desde então foi aprendendo no motocross a construir as pistas, sempre atento aos detalhes importantes no quesito de organização. Esse interesse pelo esporte que o fez tornar um dos maiores nomes no cenário atualmente.

“Comecei a gostar de MX quando fui junto ao meu amigo Alan Damata em uma competição de Cross Country, e despertou em mim a vontade de querer me destacar mais. Nessa competição fui com uma moto emprestada e ganhei meu primeiro troféu, conquistado pela quinta colocação. Depois disso passei anos treinando, até que em 2011 fui Campeão Mineiro de Motocross na categoria iniciantes. Mesmo tendo alcançado essa importante colocação eu resolvi parar”.

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No topo do pódio contemplando o título de Campeão Mineiro de Motocross.

O que muitos pilotos e fãs não sabem é que o Cassinho parou exatamente em um momento de decadência do esporte, onde a maioria queria desistir, mas ele viu então uma oportunidade bater em sua porta.

“Resolvi tentar fazer um evento que atendesse a necessidade que eu sempre buscava e nunca encontrava nas competições. Foi a partir de então que tenho trabalhado muito e o reconhecimento graças a Deus foi recorrente da dedicação e envolvimento que tenho dado ao meu sonho”.

Como nos terrenos existem limitações, na organização de um evento não é diferente. O Cassinho vive a profissão 24 horas, até em sonhos e não tem medo de desafios, afinal muitos que encarou nessa caminhada foram essenciais para o seu fortalecimento. Como tudo na vida, ele afirma que para se obter o sucesso em algo é fundamental saber até que ponto você está disposto a se sacrificar em prol do sucesso.

“Eu não tenho limites. Se eu tiver que virar a noite para ser sucesso eu viro. Quando nos doamos além do limite, temos no mínimo a certeza de que a coisa vai acontecer da melhor maneira”.

Como ex-piloto, o empresário sabe muito bem que o esporte requer força, determinação, coragem, foco, planejamento e tudo isso tanto em uma corrida quanto em uma organização. Para se diferenciar no mercado ele gosta de ter pulso firme e faro aguçado.

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No inicio de 2016 quando o esporte passava por uma forte crise juntamente com a economia do país, Cassio que trabalhava na organização da etapa Brasileira do Mundial de Super Enduro, estendeu nas arquibancadas um faixa apelativa, chamando a atenção de todos: “o motociclismo Brasileiro pede socorro, precisamos de incentivos!” 

“Eu gosto de estar sempre um passo à frente, criando coisas novas, ações que chamam a mídia espontânea. Tudo isso é muito prazeroso de fazer. Quem me conhece sabe que sempre tem coisa inédita em meus eventos, e acho que isto é um tempero a mais na minha receita que faz com que eu me diferencie dos outros”.

O Moto Clube Cassios Racing foi fundado em novembro de 2011, e desde então vem fomentando o esporte através de competições e trazendo muitos benefícios sociais por onde passa. Já são quase 6 anos de existência e o idealizador fala com orgulho desta instituição que inclusive entrou com um projeto no Ministério do Esporte em Brasília pela Lei de Incentivo ao esporte federal e foi aprovada.

“Eu vivo isto o tempo todo. Aprovar uma Lei de Incentivo ao Esporte é uma coisa extremamente complexa e requer alto grau de profissionalismo e seriedade, além de uma persistência gigantesca. Ainda não conseguimos a empresa para patrocinar o projeto, mas não desisto dele pois sei o quanto foi difícil conseguirmos a aprovação”.

Mesmo a realidade do motocross brasileiro deixando a desejar em muitos aspectos, todos que acompanham o esporte conseguem notar facilmente a seriedade e comprometimento deste dirigente. O que chama atenção é que independente de qualquer coisa o Cassinho motiva outros profissionais a valorizarem da maneira correta o motocross, pois ele sabe que falta isso no mercado, tanto para comerciantes, quanto para organizadores e fabricantes. Quando muitos começarem a pensar de maneira diferente, e acreditando na positividade, o motocross será reconhecido com grandeza.

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Respeito e credibilidade sempre andaram lado a lado do compromisso de Cassinho com o esporte!

“Sempre falo que todos devem ser profissionais e honrarem com orgulho o que estão organizando, colocando o coração naquilo que estão fazendo. Não é simplesmente chegar em um patrocinador ou órgão público para pedir apoio falando que esta querendo fazer uma provinha, corridinha, por exemplo, isso é baixar o nível e desvalorizar o motocross. Temos que vender o nosso peixe como se ele fosse o maior, mais gordo e mais sadio do mercado”.

Infelizmente muitos aspectos desanimam e prejudicam os pilotos brasileiros, e um desses pontos é como o governo se impõe contra os motociclistas.

“Ao meu ver hoje os pilotos são diariamente massacrados com a forma que nosso governo trata a questão de impostos para a importação das motos, pois pagamos o triplo do preço real”.

Mesmo sendo um cenário difícil de aceitar, o Cassinho tem consigo que para tudo se tem um jeito quando se luta, respeita e trata o assunto com seriedade.

“Eu respeito as opiniões adversas que me são impostas, mas prefiro fazer minha luta solitária em prol de uma melhora generalizada, do que me associar a pessoas de má índole que só pensam em auto se beneficiarem. Eu luto todos os dias pelo motocross, persisto todos os dias e aceito”.

Na vida todas as pessoas passam por momentos delicados e que muitas vezes parecem impossíveis de superar. Um dos momentos mais difíceis para o Cassinho foi o ano de 2016, pois além de não conseguir fazer a Copa Minas por falta de recursos, ele sofreu um acidente.
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Seus projetos sempre visam o alcance acima da média, com isso a participação internacional em seus eventos conquistou um espaço expressivo.

“A temporada 2016 tinha terminado e eu já esperava ter um ano novo complicado, mas não imaginava que iria tão pesado assim. Tentei até a minha última gota de suor, em meados de março fazer a Copa Minas, mas resolvi divulgar publicamente que não teríamos a temporada. Para apimentar mais ainda, em Abril eu sofri um acidente perto da minha casa e por pouco não perdi a vida. Eu em repouso, me cuidando, não podendo trabalhar, as obrigações batiam na porta e eu confesso que não foi fácil suportar. Me considero muito forte pois quase entrei em depressão devido a isso, mas sempre confiei em Deus e pedia a ele mais força. Minha maior superação de vida foi vencer esta fase ruim, a qual jamais pensei passar, e hoje olhando para trás sei que foi necessário para que eu pudesse aprender muitas coisas e repensar a minha trajetória. São momentos assim que nos faz aprender a valorizar coisas que as vezes deixamos em segundo plano, como família e amigos.

E falando em família, o Cássio é apaixonado pela sua, e afirma que é a verdadeira base para a sua força. Um dos exemplos desse amor é o significado de “Cassios Racing” , que é oriundo dessa união familiar.

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Família Cassios Racing! 

“Minha esposa Rita de Cássia Panzera está comigo em todos os momentos, e cuidou muito de mim nas horas ruins que passei, além dos meus dois filhos, o Gabriel Cássio de 13 anos, e o Arthur Cássio de 11 anos. Eles já participaram de competições, mas hoje incentivo eles um pouco mais na escola, e em cursos para que aprendam coisas que possam ser usadas dentro do nosso ideal que é fazer o motocross da maneira correta. Nos nossos nomes vocês encontram o significado, pois todos têm Cássio e amamos este mundo das competições. Tanto eu, quanto a Rita e os meninos vivemos o motocross todos os dias. Na minha casa é proibido passar um dia sequer sem falar algo relacionado a isso. Não me vejo em outra situação que não seja envolvido ao esporte junto da minha família. Agradeço eles sempre e em minhas orações peço a Deus para me manter no caminho certo e para poder cuidar deles”.

Este ano o Cassinho aceitou encarar um desafio ainda maior na sua carreira: assumir a organização do Campeonato Mineiro de Motocross. Muitas novidades prometem animar o evento, e ele nos contou que na abertura vai ter uma coisa que vai surpreender a todos e com isso irá forças outros organizadores a se profissionalizarem mais e respeitarem o esporte.

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Sem medo de desafios, Cassio sempre põe a mão na massa e faz a coisa acontecer como tem que ser feito!

“Aceitei mais esse desafio, agora de organizar e resgatar o Campeonato Mineiro 2017, e confesso que tenho trabalhado nisso com o mesmo empenho ou até mais que na Copa Minas, pois quando entro em uma coisa é para fazer o melhor.  Eu estou apostando também em um recorde de público histórico para o motociclismo brasileiro: cerca de 500 pilotos em 14 categorias. Vamos ter sim muitas novidades, e quando todos pensarem que já teve de tudo, ai a coisa esquentará e se surpreenderão. Tenho certeza que irão se emocionar”.

Um dos lemas que o organizador mais defende nas corridas é segurança acima de tudo, e a opinião dos competidores para se sentirem mais seguros é de extrema importância para o sucesso do evento.

“Isto é primordial.  Prego isso para todos os organizadores que tenho contato pois sem segurança não dá. Não faça sem segurança. Corte o prêmio , ou o que for preciso, mas coloque o máximo de segurança. Sempre em minhas provas eu gosto de ouvi-los sobre a pista ou algo que não esteja nos padrões, sempre pensando em melhorias. Por diversas vezes já passei a noite na pista mudando saltos para atender o pedido dos pilotos”.

Desde a Copa Minas Gerais a organização costuma fazer ações com as categorias de base para incentivá-los cada vez mais, e no Campeonato Mineiro 2017 eles encontraram uma maneira de expandir essa ideia isentando parcialmente e até mesmo totalmente a inscrição de alguns pilotos.

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Sempre incentivando as categorias de base, pensando no crescimento do esporte!

“Já fazíamos com as categorias 50 e MXF, mas este ano vi que o esporte realmente está pedindo socorro e resolvi estender o incentivo as categorias 65cc e 85cc. A intenção é motivar os jovens a praticarem o motocross diminuindo um pouco o gasto para eles”.

Em relação ao regulamento do Campeonato houve algumas mudanças, que ao ponto de vista do Cassinho será bem positivo para os participantes.

“O Regulamento está quase pronto e mudamos sim algumas coisas, como: a criação da categoria MX5 para os pilotos acima de 50 anos, a Nacional agora conta com duas categorias ( Nacional PRO e Nacional Amador para os iniciantes), também criamos a categoria Amador Importada para o piloto que está realmente iniciando, e mudamos a idade limite da categoria Júnior MX2. Antes era de 16 anos e agora passou para 20 anos, isso foi feito visando deixar os meninos que andam na MX2, porém de forma amadora para se refinarem mais, e quando ingressarem na profissional não sentirem tanto o peso da categoria. Fizemos também mudanças na MX1 e MX2, mas vale a pena os pilotos aguardarem o regulamento completo que em breve será divulgado”.

Uma das novidades mais surpreendentes desta edição 2017 será o tão sonhado troféu, e o Cássio Marques já tinha essa ideia há alguns anos mas só agora resolveu tirar do papel.

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Como ex piloto Cassio sabe o gostinho de receber algo bem feito, valorizando cada vez mais os atletas, por isso não vai economizar em nenhum detalhe! 

“Vai ser uma categoria que será disputada somente na etapa final do campeonato, onde os 10 primeiros da MX1, mais os 10 primeiros da MX2, e mais 4 pilotos coringas que serão indicados pela organização, irão se enfrentar para disputarem o Título de Campeão do Campeões. O vencedor levará um Troféu folheado a Ouro, prêmio esse que ficará exposto dentro de uma caixa de vidros com segurança ao lado em todas as etapas na secretaria de provas. O público poderá tirar fotos ao lado do troféu que terá um design diferenciado”.

Como já é de conhecimento do público presente nos eventos realizados pelo Cássio, sempre é feito uma ação social de arrecadação de alimentos que é de extrema importância para a população das cidades onde as etapas acontecem.

“Essa parte me toca o coração, pois ver o brilho no olho de um pai de família que tem 5, 6 filhos ao receber uma cesta básica é inexplicável. Eu faço com o coração e para mim vale mais que qualquer coisa no evento. Muitos pensam que isso é para se ter mídia, mas não. Só quem se envolve realmente numa ação social sabe dizer a diferença que isso faz em nossas vidas, e chego até a me arrepiar ao lembrar de muitas emoções que já vivi graças a essas ações realizadas”.

Cassinho é muito grato ao Ricardo Bento Filho, mais conhecido no meio como Cadinho, por ele ter sido o seu amigo, parceiro e apoiador desde quando surgiu a Copa Minas Gerais de Motocross em 2013, que em 2015 passou a se chamar Copa Pro Tork Minas Gerais de Motocross. Ambos se uniram para resgatar o esporte no estado e foi um sucesso, pois a união conseguiu oferecer a todos envolvidos no evento muita qualidade, e respeito.

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Cassio Marques foi um dos homens que teve a maior coragem e comprometimento de entregar grandes prêmios aos pilotos em suas provas aqui no Brasil mesmo em tempos difíceis, como ele mesmo diz, quem quer faz! 

Além deste parceiro, Cássio também é grato a todos que contribuíram e contribuem de maneira direta ou indireta para que sua excelência profissional seja reconhecida no mercado.

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“Eu sou privilegiado pois tenho muitos amigos que tem sido muito importante para o meu sucesso. Agradeço também a minha equipe de trabalho pois veste a camisa com o mesmo amor que eu, sem nenhuma exceção, à todos os meus apoiadores, patrocinadores, e parceiros.  Uma das pessoas importantes que faz parte deste sucesso é o Tiago Lopes da equipe Show Radical, pois desde o começo temos caminhado juntos, e sempre estamos atentos as dicas e críticas um do outro. Enfim, o sucesso é de todos nós”.

Assista ao vídeo da corrida da MX1 na etapa de Betim da Copa MGMX, realizada pela Cassios Racing:

Fotos:
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Conquistando a confiança e o investimento dos grandes do cenário nacional.

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Sempre envolvido e unido as famílias e amigos do esporte.

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Momento difícil vivido em meados de 2016, quando sofreu um terrível acidente de trânsito, mas que já foi superado e ele está de volta para mais uma vez fazer a diferença no esporte em Minas Gerais!

Texto: Giovanna Soares | Show Radical
Fotos: Tiago Lopes | Angelo Savastano | Fred Mancini | Jefferson Coelhinho

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