Brasileiros se superam para finalizar dia mais difícil do Six Days 2019

Vitor Garcia teve dia difícil no Six Days, mas segue na disputa. Crédito: Janjão Santiago

A chuva continuou e as trilhas ficaram ainda mais complicadas. O frio e a neblina também dificultaram este quarto dia de prova no International Six Days Enduro.

 Se os primeiros dias não estavam fáceis, esse quarto dia do International Six Days Enduro foi ainda pior. A chuva foi constante durante quase todo o dia e o frio também castigou os pilotos nesta quinta-feira (14/11). O percurso foi o mesmo do dia anterior, mas com o grande número de motos passando, as trilhas ficaram bem mais difíceis – parte do deslocamento foi cancelado por causa da dificuldade.

Os brasileiros Maurício Fernandes, Vitor Garcia e Gustavo Pellin completaram o quarto dia de competição, mesmo com dificuldades, e seguem firmes no propósito de concluir a prova. Assim como ontem, o trajeto teve 266 km e sete especiais cronometradas.

O mineiro Vitor Garcia encontrou uma pedra no caminho e acabou estragando o pedal de freio da sua motocicleta. Além de perder tempo no percurso e nas especiais, já que não conseguia utilizar o freio traseiro, ainda perdeu tempo na troca da peça. No Six Days o tempo destinado aos reparos e manutenções da motocicleta é bastante curto. “Hoje foi um dia muito difícil, o deslocamento estava bem destruído por causa do grande número de motos passando, ontem e hoje. as especiais também estavam bem esburacadas. Hoje eu tive um problema com o pedal de freio, acabei batendo numa pedra e entortando. Na volta pro paddock eu troquei o pedal, mas acabei perdendo tempo e acabei atrasando no CH. Mas o importante é que conseguimos completar a prova, completamos mais um dia. A moto está guardada no parque fechado e continuamos na prova, graças a Deus”, explicou o piloto.

O paulista Maurício Fernandes também encontrou dificuldades no percurso, que considerou o mais difícil desta edição até agora, e acabou se atrasando em um controle horário. Com apenas 15 minutos para efetuar a manutenção da motocicleta ao final do dia, acabou se atrasando também ao optar por trocar os dois pneus. “O dia hoje foi muito bruto. Foi a trilha de ontem, que já estava muito difícil, mas choveu demais no topo da montanha, estava muito frio, seis graus, com rajadas fortes de vento. Não dava pra enxergar quase nada e a gente não conseguia usar os óculos. Na trilha inteira tinha muita lama, mesmo as partes mais tranquilas de ontem ficaram complicadas porque tinha muita lama e as subidas estavam bem mais difíceis. O Controle Horário 2 era o que tinha o tempo mais apertado, acabei chegando nele com seis minutos de atraso, mas o resto da prova consegui fazer no tempo. No final do dia acabei tomando mais dois minutos, porque optei em trocar os dois pneus. Mas terminamos dentro do esperado, e pelo nível de dificuldade da prova de hoje, foi ótimo, porque estava bem complicado, tanto que cancelaram uma parte do percurso no final, desviaram a parte mais difícil na segunda volta, porque os pilotos estavam tendo muitos problemas”.

Maurício Fernandes teve que enfrentar mais um dia de chuva, frio e neblina, além de muita lama neste quarto dia do Six Days. Foto: Janjão Santiago

Melhor colocado do time brasileiro, o gaúcho Gustavo Pellin também não teve vida fácil no dia. O cansaço acumulado também começa a aparecer e minar o restante das forças. “Um dia bem pesado hoje, com muito frio, chuva e neblina e os deslocamentos estavam bem complicados. Consegui andar bem, parecido com ontem, mas senti bastante as mãos e senti também o cansaço pelo acumulo dos dias. Mas deu tudo certo e consegui completar mais um dia, agora vamos encarar o quinto dia e o motocross no sexto dia”,  comentou o piloto, que está muito próximo de receber sua terceira medalha consecutiva do Six Days.

Gustavo Pellin
Foto: Janjão Santiago

Amanhã a organização já avisou que não será um dia fácil. Serão 286 km em quase oito horas de prova e parte do deslocamento dos dias 3 e 4 será usado, porém em sentido inverso.

Seleção Júnior – O capixaba Bruno Crivilin continua sendo o melhor brasileiro na competição e hoje conseguiu melhorar seu tempo e subir na tabela de classificação. O piloto da Honda Racing agora ocupa a 48ª colocação na classificação geral e a 17ª na categoria E1. Estreante em competições internacionais, o mineiro Gabriel Soares é o 61º colocado na classificação geral e o 25º na categoria E2.

Clubes – O Clube Brasil ocupa a 97ª colocação entre os 124 clubes participantes. O time é representado pelos pilotos José Manuel Simas, Manuel Francisco Correia e Willian Almeida Junior.

Classificação após quatro dias – 94º International Six Days Enduro

Categoria E1
1 – Josep Garcia
2 – Ryan Sipes
3 – Andrea Verona
4 – Lyndon Snodgrass
5 – Luke Styke
17 – Bruno Crivilin
36 – Maurício Fernandes
37 – Vitor Garcia

Categoria E2
1 – Taylor Robert
2 – Kailub Russel
3 – Davide Guarnieri
4 – Fraser Highlet
5 – Joshua Green
25 – Gabriel Soares
33 – Gustavo Pellin

Geral
1 – Daniel Sanders
2 – Josep Garcia
3 – Taylor Robert
4 – Kailub Russel
5 – Davide Guarnieri
48 – Bruno Crivilin
61 – Gabriel Soares
77 – Gustavo Pellin
93 – Maurício Fernandes
94 – Vitor Garcia

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